Os dedinhos!

domingo, 31 de maio de 2009 às 22:19
Como disse outro dia, me deparei com 6 crianças em Antuérpia, na Bélgica, fazendo malabarismos e cantando para ganhar balas.

Acabei de achar o vídeo!!

Detalhe: reparem na barriga do meninote à frente! hehehe


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Passe livre!

sexta-feira, 29 de maio de 2009 às 19:23
O que se pode esperar da minúscula capital de um principado, perdido em meio aos cumes dos Alpes, além de uma vida pacata, ruas tranquilas, casinhas com flores na janela e uma vida quase agrária?



Em se tratando de Vaduz, arte.

Muuuuuita arte contemporânea guardada por entre as ruelas e largos da sede do castelo real de Liechtenstein. Aliás, acho que acabo de descobrir porque Vaduz me agradou tanto. Mais que Luxemburgo ou Mônaco... É porque Vaduz tem um lado meio londrino de ser. É difícil explicar isso, porém mais fácil de sentir por quem é apaixonado por Londres como eu.

Ok, ok... Uma coisa é Londres, que já foi a maior cidade do mundo no início do século XIX. Outra coisa é Vaduz com seus míseros 6000 habitantes. Não é de vida cosmopolita ao que me refiro, mas é à combinação "tradição medieval x modernidade" que tanto uma, quanto outra, sabem maravilhosamente bem fazer, cada uma ao seu modo.


Fui a Vaduz em uma segunda, e o Kunstmuseum estava fechado, mas nem por isso a capitalzinha deixa de agradar aos apreciadores das artes. Basta um giro por entre meio as videiras e as casas de conto de fadas para se deparar com muita coisa legal!



Uma das coisas com a qual mais me surpreendi foi com a mistura de materiais no prédio acima. Em frente à catedral da cidade, esse painel meio ferroso muda de cor dependendo da posição que você o olha.


Então já viram a diversão né? Nada mais legal do que ficar dando um passo pra frente, outro pro lado, pra ver em que cor isso vai dar!


E os cavalos? Alguma semelhança com aqueles de Piccadilly? E o hino que,como já disse antes, tem a mesma melodia do "God save the Queen"? Ou é tudo delírio meu, hein!?

As flores de Amsterdan

quinta-feira, 28 de maio de 2009 às 00:16
Não achei Amsterdan tão linda assim, como todos geralmente acham... Na Holanda, preferi Den Haag. Mas Amsterdan também guarda seus encantos.

Caminhando pelo movimentado centro comercial da cidade, de repente avistei uma barraca com umas cores vivas e chamativas.

Sim, era uma barraca de flores diante da qual não pude me conter. Fiquei ali, olhando admirando e imaginando o que deve ser a Holanda na primavera...



Pena que não dava pra trazer na mala. Mas como todas as coisas boas da vida (que nos fazem realmente felizes!) são incorpóreas, não fiquei triste...

As guardo na recordação.

Fluindo em Zürich

quarta-feira, 27 de maio de 2009 às 20:11
Um local temporário em Zürich que achei fantástico foi o bar/restaurante Floss (em português "fluiu" - passado do verbo "fluir"). E digo que é temporário por se tratar de uma estrutura sazonal. Montado sobre as águas do Lago de Zürich, o Floss ficou aberto, no ano passado, de 4 de julho a 4 de agosto, ou seja, durante o período de altíssima temporada em Zürich.



Funcionando das 10 da manhã até à meia-noite, o local era o point de encontro mais descolado de Zürich: todas as teens com suas roupas e maquiagens padronizadas, uma galera por volta dos 30 paquerando muito, casais respeitáveis de senhores e senhoras. Uma verdadeira torre de babel - quase uma arca de Noé, na verdade... :)



Italianos, suíços, franceses, portugueses e japoneses, claro, váaaaaaarios japoneses (ou alguém duvidaria disso?), todos curtindo aquela experiência fantástica: boiar sobre as cristalinas águas do Lago saboreando algum petisco e tomando um vinhozinho bem gelado em um dia tão quente como aquele em que fui. Aliás, extremente quente! E lá dentro mais ainda: os ventiladores não davam conta daquela quentura toda...



Saborear uma bela pizza com sabores levemente picantes, tomando um geladinho vinho branco italiano igualmente fantástico, superou o calor e a certa falta de estrutura. O problema não era tomar o vinho no copinho de plástico, mas não ter guardanapos na mesa...

"Ooops! O molho de tomate está escorrendo pelas minhas mãos e vai pingar na roupa!!!!". Mas demonstrando que a compreensão não tem fronteiras, um casal de velhinhos, muito simpático e namorando nas poltronas ao lado da minha, logo se prontificou. Ela mais que depressa retirou da bolsa um pacotinho de lenços descartáveis e me ofereceu. O senhor sorriu como quem diz: "aceita, aceita logo, se não vai pingar!!".



Agradeci em alemão. E eles, com umas carinhas de surpresa, me confirmaram que viver uma longa vida compartilhada tem um gostinho que também quero experimentar.

Acho que vi uma conchinha!

terça-feira, 26 de maio de 2009 às 17:36
Andar pelas ruelas de Bruxelas é sempre uma surpresa. Além das lojas de chocolates (prometo falar delas um dia), dos restaurantes com sua decoração art nouveau, é possível se deparar com barracas vendendo ostras e outros frutos do mar, fresquinhos, bem ali no meio da rua!


Todos bem acondicionados em pequenos balcões com muito gelo e com direito a enfeites feitos por belos e grandes tomates, limões sicilianos gigantes além de serem alinhadas uma a uma, formando desenhos geométricos, como na foto abaixo.



Tem algo mais gostoso que caminhar em uma capital europeia em que se pode deparar com modernidade e provincianismo, com cenas quase ingênuas a encher nossos olhos com as coisas mais simples que o mundo pode nos oferecer?

A estrela na Europa

segunda-feira, 25 de maio de 2009 às 12:34
Existem TGV´s. E existe o Eurostar.

Fazendo dois trajetos e atendendo a três grandes centros, é possível viajar pelo Eurostar de Paris a Londres e de Londres a Bruxelas. As viagens duram aproximadamente 2 horas e 15 minutos, dependendo se há paradas ou não. Podem as compras ser feitas pelo site da empresa, ou ainda em escritórios regionalizados, como em São Paulo, Rio ou Belo Horizonte. Basta entrar na página do Eurostar e ver estas informações.

Na viagem Paris/Londres que fiz, houve uma parada em Calais, na França, e outra em Ashford, já na Inglaterra. Londres/Bruxelas, por sua vez, foi non stop. Diga-se de passagem, e como já me referi antes, o Eurostar saiu de Londres, da St. Pancras International Station, pontualíssimamente às 08:58 da manhã, com destino à estação central de Bruxelas.

A velocidade é de perder o fôlego!! Passa viaduto, passa ponte, passam postes, passa a vaquinha, ou seria um cavalo, uma ovelha ou um cachorro grande? Não sei... Não dá pra saber. Seu cérebro não consegue processar tudo na velocidade do trem-bala (e olha que ele nem usa sua potência e velocidade máximas...). Razão: para evitar acidentes! Ok, eu tento acreditar que é possível pará-lo em uma situação de emergência sem causar qualquer grande estrago enquanto levita sobre os trilhos a "pouquíssimos" mais de 200 km/h.

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No vídeo acima, vocês poderão ter um pouquinho da sensação do que é sentar e observar a janela enquanto o trem corre... Foi filmado logo tempo após ter deixado a St. Pancras com destino a Bruxelas!

O mais legal de tudo é quando o trem mergulha para a profundeza do Canal da Mancha, entre o continente europeu e a ilha britânica. Passar por debaixo do mar é uma sensação no mínimo curiosa: para não dizer apavorante para os mais medrosos. Inclusive, antes de se lançar no túnel que liga o continente à ilha a pressão é tanta que você sente até um certo incômodo em seu ouvido. Mas depois tudo passa. São poucos minutos de escuridão marítima...

Depois, o Eurostar retorna à superfície, continuando a brilhar pelos trilhos da Europa.

Tudo azul...

domingo, 24 de maio de 2009 às 21:25
Para quem teve o privilégio de no ano passado ir à Paris, certamente deve ter tido uma surpresa fantástica quando o sol sumia e as luzes da cidade radiante iam sendo acesas. Primeiro por uma razão óbvia: afinal, Paris é a cidade-luz não por acaso. Mas não se trata de luzinhas quaisquer das que aqui vim falar, mas das luzes da Torre Eiffel.

Linda e absoluta, maravilhosa e translumbrante, o símbolo de Paris encontrava-se totalmente iluminado especialmente de um tom de azul estupendo! Além disso, no meio da Torre existiam 12 estrelas, simbolizando, pois os primeiros integrantes da União Europeia.

Ou seja, a Torre Eiffel estava "fantasiada" da bandeira da União Europeia não por acaso. Afinal de contas, a Presidência rotativa da UE estava sob responsabilidade do Sr. Sarkozy no ano passado. E para comemorar tal fato, nós todos que estávamos lá é que ganhamos o presente!

A Torre, sabendo de seu poder de sedução, não acendia de uma vez só... Começava vagarosamente a piscar algumas luzes, alguns flashes, que poderiam ser vistos de qualquer ponto decente de Paris. Depois de maneira mais frenética, as luzes iam ficando mais intensas, mais intensas, até que... buum!! Toda a Torre ficava pintada pelos canhões de luz azulada a derramar em nossos olhos algo inacreditável.


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O vídeo acima fiz quando o sol já estava dizendo adeus, mas o pulso da emoção já anunciava sua chegada.

Ah, e não achem vocês que era fácil tirar fotos da Torre a partir do Trocadéro. Encontrar um nano-espaço em que pudesse me encaixar foi uma luta. Nem preciso dizer que metade da galera era de olho puxado, né? E, além do mais, minha pilha recarregável fez o favor de acabar a carga assim que realizei o disparo... Mas, por sorte, deu ainda tempo de registrar a imagem abaixo!




Ps: Já deu uma olhadinha nos anúncios selecionados pela Google e publicados aqui? Há sempre dicas ótimas para se economizar em sua viagem! Ass: LA,Jr.

A primeira vez

quinta-feira, 21 de maio de 2009 às 20:57
A gente nunca esquece a primeira vez de várias coisas. Em se tratando de viagens há uma primeira vez que sempre se repete para mim. E essa primeira já se repetiu por três vezes.

Quando fui a Buenos Aires pela primeira vez, cheguei já à noite e com muita fome. Destino irrefutável para quem não conhece a cidade ainda (ou mesmo para os que já conhecem) é o Puerto Madero.

De repente, me deparo com um restaurante em que estava rolando uma música caribenha. "Nem pensar! Vou procurar outro." Procurei, procurei, nada tava muito agradando (já era bem tarde), até que... seja lá o que Deus quiser: vamos entrar nesse tal de Tocororó e ver o que se tem de bom para oferecer.


Ao entrar descobri que o local é simpático. Os garçons, apesar da maioria ser de argentinos, são até cordiais. Claro que você vai se deparar com cubanos e compania te servindo. Aliás, por falar em servir, aproveite cada gota do drink de boas-vindas que lhe é oferecido. Trata-se de uma bebida verde, servida em uma taça de espumante e que é divino! (Não me perguntem de que é feito porque no final eu já estou sempre muito "alegre" e não lembro de tudo...)

Sempre tem uma música ao vivo (advinham que tipo?) em que nos dias mais alcoolizados é possível ver tias, tios e vovôs dançando em frente ao pequeno palco interno ao restaurante. "Dançar" aqui significa dar uma volta em torno de seu próprio eixo. Já tá óooootimo, né vovó!?


O restaurante funciona a la carte como também em sistema de menu "semi-aberto" (risos) em que você tem direito a todas as bebidas liberadas (água, refrigerante, vinho tinto e vinho branco - entenderam porque eu fico "alegre", né?), a uma entrada (peça o patê de foie), a um prato principal e a uma sobremesa.

O prato principal mais maravilhoso que já provei nesse local é um filé temperado "à moda caribenha", como um molho agridoce acompanhado de lâminas de batatas gratinadas e delicadamente montadas umas sobre as outras...

Aí, já viram então... Virou tradição: ir a Buenos Aires e não ter o primeiro jantar no Tocororó é quase não ter chegado ainda. Por falar nisso, que fome que me deu!

Ps: Confira os anúncios no blog! Sempre algo imperdível para sua viagem. Ass: LA,Jr.

Estrelando: o Sol!

quarta-feira, 20 de maio de 2009 às 23:15
Montevidéu definitivamente não é um lugar que se deve ir acreditando que se trata de uma grande cidade, de uma metrópole, porque, na verdade, em suas ruas, tive a constante sensação de que estava em uma cidade do interior no Brasil.

Por outro lado, hoje quero falar sobre algo positivo que Montevidéu pode te oferecer: o espetáculo do pôr-do-sol! Antes, já havia feito referência ao apagar das luzes, no Uruguai, à beira do La Plata. Mas agora vou mostrar.

Se você estiver sem muita coisa para fazer, e se as horas forem passando de maneira sem graça porque nenhum programa interessante apareceu, não pense duas vezes: passe a mão em sua câmera fotográfica e vá para a Rambla, na altura do Parque Rodó, para assistir a morte lenta e agonizante do fogo do céu.

É lindo! Melhor dizendo: é maravilhoso! Não há nada em Montevidéu que supera o seu fim de tarde e o cair da noite. Não há museu, não há centro histórico, não há shoppings que supere o capricho da natureza.


Não fique, entretanto, parado em um só lugar: vá caminhando na Rambla, à beira do La Plata, a partir do Parque Rodó em direção ao centro, e veja como que a cada curva é possível ver um tom de rubro-dourado diferente refletido pelo espelho daquele rio. Na foto abaixo, e ao fundo, temos o centro de Montevidéu, sendo que aquela construção quase pontiaguda, bem no centro da foto, é o Palácio Salvo, edifício que, quando de sua inauguração em 1928, era o mais alto de toda a América Latina.

Faça uma brincadeira: quando o sol já estiver quaaaaase sumindo, feche os olhos e conte lentamente até 10. Quando abrir os olhos, o Senhor dos céus já estará mais baixo, mais baixo, mais baixo até deixar "só" um rastro de ouro no horizonte que, também, em pouco tempo dará lugar às trevas.

Ah! Uma coisa importante: mesmo na primavera, não banque o esperto! Venta muiiito na beira do La Plata: então a dupla agasalho e cachecol são indispensáveis.

The end.

A princesinha do norte

terça-feira, 19 de maio de 2009 às 15:54
A Bélgica parece uma caixinha de joias. Daquelas bem pequeninas e que guardam valiosas preciosidades como as Grandes Praças seja de Bruxelas, seja de Antuérpia. Mas aqui devo apresentar, para os que não conhecem, um pedacinho do passado preservado de maneira intocável. Trata-se da cidade belga de Brugge.




Localizada ao norte da Bélgica, próximo ao litoral, Brugge é imperdível. Se você tiver um dia para "gastar" na Bélgica, não tenha dúvida: vá a Brugge. A cidade é um bibelô medieval, com suas ruas pacatas e estreitas, ao mesmo tempo em que se pode ver as suas imponentes torres. As igrejas, os prédios que servem de sede para os poderes locais, e todo o ar que paira em Brugge, nos faz suspirar e ver o quão importante é preservar o patrimônio de um país, de uma região, de um mundo que não existe mais.



As construções com tijolinhos à vista, com belas esculturas nas quinas das paredes externas, suas ruas com charretes puxadas por elegantes cavalos, e as flores colorindo aquilo que seus olhos não acreditam ver, tornam essa cidadezinha um lugar para ir, voltar e (quem sabe!) ficar...




Além de tudo isso, Brugge ainda tem seus canais. De águas limpas, recortam toda a cidade, com pontes românticas e paisagens que parecem uma tela a óleo, só que com suaves cheiros e delicados movimentos...

Qual você quer, hein?

segunda-feira, 18 de maio de 2009 às 23:42
Com algo eu tenho que concordar: os doces em Paris são de deixar qualquer um doido. Tenho dó de quem é diabético e resolve passear pelas ruelas da capital francesa. O que essa pobre pessoa pensaria diante das mais variadas e diferentes pâtisseries?

Não são doces quaisquer... São todos os tipos: confeitados, recortados, banhados, desenhados! Ah, e coloridos, muiiito coloridos. Quer uma provinha? Então espie só os pecados abaixo:


Você fica igual a um anormal em frente da vitrine: "O que eu vou querer, meu pai do céu? Um de chocolate, um de frutas vitrificadas, de frutas cristalizadas, de nougat, de menta, de morango, de amora, de framboesa, de uva? Aliás, qual era aquele que eu vi primeiro mesmo...?".


A melhor pâtisserie com que me deparei, e onde fiz essas insultantes fotos, foi a Gérard Mulot. Se você ama doces e estiver em Paris e não for na Gérard Mulot... não me fale, porque eu te bato! :)

E o melhor de tudo é que um dos endereços é no caminho para os Jardins de Luxemburgo, para o Senado, na Rue de Seine. Faça o seguinte: em um fim de tarde, passe na Gérard, compre seu pedacinho do paraíso que vai ser delicadamente colocado em uma caixinha rosa. Vá para os Jardins de Luxemburgo e puxe uma das cadeiras de ferro que existem em frente à Fonte de Médici.

Em meio aos pássaros, e ao barulho da água da fonte, abra sua caixa, feche os olhos e prove que o mundo pode ter um sabor diferente...

*Gérard Mulot: Rue de Seine, 76 (Metrô: Odéon ou Mabillon) http://www.gerard-mulot.com/

Sex in the city

domingo, 17 de maio de 2009 às 21:39
Não espere a diva Sarah ou qualquer outra (pós)balzaquiana com seu universo chiquérrimo de sapatos, roupas, restaurantes, contatos e mancebos. Aqui há uma diferença significativa entre "and" e "in" the city, entre Nova Iorque e Amsterdan.


Qual a maneira mais óbvia de chamar a atenção de qualquer um nesse nosso "mundo de meu Deus" senão através do sexo? Da referência explícita a orgias, a bacanais ou a qualquer outra prática transgressora que rompa com os limites púdicos de seres (ainda) ancorados em crenças religiosas?

Amsterdan sabe fazer isso como nenhum outro local. Seja pela libertinagem a que suas ruas cheiram, seja pela permissividade legislativa que agora liberou a prática de atos sexuais em parques públicos (ainda que os sujeitos devam se resguardar quanto ao horário e local), nada naquela cidade, que não se refira a sexo, drogas e reggae, consegue chamar a atenção dos nativos ou dos já acostumados a esse mundo de sei-lá-quem.


Prova disso foi a "original" (pra não falar outra coisa) campanha de um estabelecimento que só tinha gente esquisita dentro, tomando um espumante com aspecto de quente, e todos já com caras de grogue.

Para atrair a atenção dos transeuntes, qual estratégia de marketing funcionaria em Amsterdan, senão a óbvia e "simpática" simulação de uma "suruba artística"? Bom, o conceito acabei de inventar agora, mas se trata exatamente disso: de um bando de meninos com cara de novinhos e umas meninas com cara de sádicas se enroscando, se esfregando e, han han, simulando algumas "coisas" (prefiro acreditar que era simulação mesmo) que geralmente se faz entre quatro paredes.


Aí tinha gente meio pelada, outros meio vestidos, mas todos com caras de "fumei todos, bebi todas, o tio passou e me chamou pra brincar aqui e eu adorei!".

Seria uma campanha de um motel? De uma nova marca de espumante? De uma nova qualidade de cannabis? De preservativo? De roupas de lycra? De lingerie? Não sei, e nem quis saber.

Acharam as fotos insuficientes, né? Eu também... Por isso, agora vai um videozinho para vocês verem que não estava mentindo...

I wanna fly away....

sábado, 16 de maio de 2009 às 21:26
Quer viajar mas não faz a menor ideia de qual compania aérea faz voos para o seu destino? Nem a média de valores dos bilhetes aéreos?

Após várias pesquisas em páginas relacionadas a esse assunto, encontrei, e aqui apresento a vocês, a maravilha que soluciona tudo: um site chamado Skyscanner, a partir do qual é possível selecionar origem e destino e obter a lista de quais são as companias aéreas que oferecem determinado trecho e quais seus correspondentes valores (clique na imagem).



Os valores não são oferecidos em Real. Basicamente são mostrados nas moedas europeias, em especial o Euro e a Libra. Não se engane: o site é o melhor buscador de voos que não só apresenta horários e companias, como os preços para que você os compare e decida pelo que melhor lhe apetece.

Há a opção de escolher voos diretos, ou com escalas. Há também a possibilidade de selecionar específicos aeroportos em cidades que contam com mais de um, ou ainda a decidir "todos os aeroportos" (como no caso de Londres, cuja região é servida por "só" 6 aeroportos: Heathrow, London City, Gatwick, Stansted, Southend e Luton) quando serão fornecidos todos os voos para o destino a partir de todos os aeroportos daquela localidade.

Existem vários mecanismos de filtragem: por data de ida e retorno, por horário, com escala ou sem escala... Não adianta: a melhor maneira de entender é entrando no site e aprender como ele funciona.

Uma vez aprendido, agradeça ao seu inventor que te poupou de muiiito esforço nessa sua "sofrível" tarefa de escolher seu próximo destino!

Alemães, aprendam com os britânicos!

sexta-feira, 15 de maio de 2009 às 17:23
Nem sempre tudo o que se planeja para uma viagem dá certo. A ideia de que seria possível, assim que se chegasse à Europa, reservar um leito no trem noturno de Amsterdan para Zürich na data pretendida, foi um exemplo. A Europa, no verão, e no que diz respeito à reserva obrigatória de trens, é um inferno! Ou seja, trate de reservar antes de você ir, senão você poderá ficar de mãos, pés e malas atados!

Por sorte, consegui um assento em um trem que sairia no meio da tarde da estação central de Amsterdan. Pararia em Frankfurt, na Alemanha, e de lá faríamos conexão para continuar nossa viagem rumo a Zürich.

Tédio sem fim... Pra começar a viagem demora horrores. Ao total, e normalmente, seriam umas 12 horas! Ah, sim, porque não vão achando que na Europa trens não atrasam simplesmente porque é Europa. Existe uma diferença enorme entre Reino Unido e o "resto" da Europa :). É, porque como já dito, a pontualidade britânica, faz a diferença (como quase tudo lá...).

O início da viagem foi até divertido. Passar por Düsseldorf e ver o quão horrorosa e mal cuidada são as costas de sua estação de trem (toda pixada), passar por Köln e ver o rio bem grande e o topo verdinho da sua famosa igreja foi interessante. Só. Porque a partir daí ficou tudo cansativo. A começar pela falta de organização alemã.

Estacionando em Frankfurt, o trem que eu pegaria rumo a Zürich deveria chegar instantes depois do meu desembarque na estação. Até então era só sorriso!

Mas "instantes" começaram a virar horas. 1, 2, 3, 4 horas e nada do trem, que "já estava chegando", dar sinal de vida...

Aí foi uma beleza! Deu tempo de ir ao Burger King dentro da estação de trem, de ficar vendo as figuras esquisitas que davam no lugar, de ler todas as placas para ver se eu estava doido ou se o trem estava atrasado mesmo, de ir a uma fila de informações gigantesca e perguntar para a atendente se ali era o local em que poderiam tirar minha dúvida sobre o horário e ela te mandar para o fim da fila sem falar que sim ou que não...

Enfim, "adorei" Frankfut e as alemãs!

É, porque os homens alemães são muito mais solícitos que as alemãs com as quais me deparei. Será que isso é a regra? Não sei... Quando voltar a Alemanha digo a vocês. Agora, se eles são tão "rigorrosas" com tudo, poderiam começar a ser com o horário dos seus trens!


Aí, quando não mais que de repente, aponta um trem nos trilhos que dariam na plataforma em que estava. Uma alucinação, uma miragem, um milagre? Não... Era o trenzinho atrasado só 4 horas e meia!

Hora de embarcar para mais seis horas de viagem até Zürich - pelo menos a primeira classe não é aquele "circo" que costuma ser nos vagões europeus durante o verão... Ao total, foram 16 horas de viagem.

E assim foi minha "agradável" tarde em Frankfurt e minha primeira impressão sobre aquela terra. Não preciso comentar mais nada. Preciso?

Use filtro solar!

quinta-feira, 14 de maio de 2009 às 15:09
Ir à Côte d´Azur no verão e não fazer "tchibum" no Mediterrâneo é um sacrilégio! A única resposta admissível é: "estou doente". Porque se estiver chovendo, ventando, nevando (hehehe), não importa: se você não entrou no mar, no verão, você não foi à Côte d´Azur. Como prometido no post de ontem, hoje falo de um local imperdível!

Bom, tenho que dizer antes de mais nada que Biot, uma cidadezinha francesa entre Cannes e Nice, não estava nos meus planos. Aliás, nem nunca tinha ouvido falar. Mas, no final das contas, foi simplesmente a melhor praia em que já estive em toda essa minha existência terrestre.

Tudo começou assim: saindo de Cannes, numa decepção só, fui para a estação de trem, esperar o que nos levaria para Nice. A Promenade des Anglais, em Nice (um dia falarei dela), serviria como prêmio de "consolação" pra quem se frustou com Cannes. Aí, chegou o trem. No verão, nos TGV´s com destino à Nice, dá de tudo: de vovó descolada carregando sua cadeira de praia àquele bando de adolescente indo curtir a primeira viagem sozinhos, além, claro, de rapazes e moçoilas se olhando fazendo rolar solta a paquera no vagão... Ah, sim, também há malas, mas muiiitas malas, por onde você olha e ("oops, pardon, madame!") pisa.

Chegou o trem. Embarquei. Pra quem já estava chateado e já louco para chegar em Nice o mais rápido possível, o destino parecia pregar uma peça: entrei em um trem que não fazia Cannes/Nice direto. Ele ia parando em toda e qualquer estação possível e imaginável ao longo da Côte d´Azur por mais minúscula que fossem essas estações.

Aí, maravilha, né? Já achando Cannes uma perda de tempo, dentro de um vagão que era um "vucuvucu" só, agora ainda me restava ir parando a cada 2 minutos. Aliás, o trem de sua grande velocidade não usou nada (daí vem a sigla TGV = Trem de Grande Velocidade). Mesmo porque se usasse metade de sua potência os lugarejos ficariam para trás pois não daria tempo de acelerar e frear antes de chegar... :)

Aí, após umas já três paradas, vejo uma placa na estação seguinte: Antibes. "Gente, já ouvi falar nesse local! Onde foi mesmo que eu li sobre aqui?" Aí, na indecisão entre descer ou não descer no meio daquele tanto de gente pulando pro lado de fora, aquele tanto de gente saindo, e minha agonia crescendo por causa da minha dúvida cruel, soou o sinal de fechamento das portas e...

"Ah, lembrei!! Nunca tinha lido nada sobre Antibes não. Eu me lembrei foi do Caco Antibes do humorístico global Sai de Baixo!" :)

Seguindo viagem no trem, passa uma estação e mais pessoas desceram. Um pessoal, digamos, "mais família". Chegando na outra estação, bateu uma vontade. "Ai, meu Deus! Eu vou descer! Vamos arriscar nesse local...? Será?" Abriram-se as portas, vejo uma estação de trem já idosa e... pulei fora! Cabe esclarecer: não fazia a menor ideia onde eu fui parar, que local era aquele, ou o que eu iria fazer ali. Mas pensei: "na pior das hipóteses fico aqui por perto da estação e quando o próximo trem 'para-para' passar, eu entro e vou para Nice...". Ah, claro, porque não era todo trem que passava por ali que necessariamente iria parar. Só alguns com "hora marcada".

Olhei na plaquinha: Biot. "Gostei do nome!", pensei. Atravessando a estação - o que no caso significou atravessar os trilhos - chegamos na estrada costeira. Atravessando a estrada costeira o que nossos olhos captam? Isso mesmo, a imagem retratada mais acima.


Senti-me no melhor "clima" para o já quase fim daquela minha viagem à Europa! Uma galera mais calminha, vovôs e vovós de topless (não querem que eu descreva a cena, né?), crianças, patricinhas reunidas... Um lugar, digamos, light!

Pisando na praia, surpresa: nada daquela mistura "pedra-areia-conchinhas quebradas", de Nice. Eram pedrinhas, pedrinhas mesmo! Redondinhas e coloridas: braquinhas, marrom, roxas, pretinhas, cinzas... Apesar de todos os diminutivos, não se engane: são bonitinhas, mas podem ser ordinárias. Não é tão fácil aprender a caminhar sobre elas. Mas uma vez aprendido, você pensa nas maravilhas que elas te proporcionam:

1) não vai ter aquele mundo de areia dentro da sua sunga ou do seu biquini quando você chegar no hotel para tomar um banho;
2) quando ventar, você não terá que ficar fechando o olho;
3) não vai ter nenhum "sem noção" que vai levantar e sacudir a toalha do seu lado te dando uma chuva de areia;
4) quando for embora, não terá aquela "lixa" grudada em sua perna e no seu chinelo; e
5) o melhor: quando você aprende a se deitar nas pedras é tãaaaaaaaao relaxante porque elas "fazem" massagens em suas costas.

Aí, já viram a cena, né? Deitado na praia, com o pé dentro da água, tentando descobrir quantos tons de azul aquele lugarzinho guardou no fundo de seu mar...

É Cannes, desculpe-me, mas Biot ficou na saudade...

Desencane-se!

quarta-feira, 13 de maio de 2009 às 19:35

Não consigo entender o que Cannes pode oferecer além de 5 minutos de pseudo-fama. É... porque quando você chega a Cannes e se depara com o tapete vermelho na escadaria do Teatro Debussy, com certeza terão 500 pessoas tirando fotos, fazendo poses e malabarismos. É tanto flash que você corre o risco de ficar cego. Quem tem fotofobia (desculpem o trocadilho, mas foi inevitável!) deve passar longe...

Exageros colocados em seu devido lugar, Cannes é um lugar insosso. Sem sal e sem pimenta, só deve ter alguma graça na época do Festival. Não que a cidade não tenha um comércio legal, ou alguns prédios interessantes. Mas nada que mereça mais de 30 minutos de sua atenção. Se você tem vontade de ir e conhecer, do lado de fora, o Teatro do famoso Festival, vá, tire fotos onde seus ídolos já pisaram, mas não planeje gastar uma manhã ou uma tarde no local. A região da Côte d´Azur tem coisa muito mais up para te oferecer que Cannes.


Aos brasileiros, as praias de Cannes podem soar como familiares, pois, afinal, é uma das poucas na região em que há areia ao invés de pedrinhas. Talvez por isso, por ser de areia, é que fica mais cheia, quase uma “farofa”. Com certeza todos ali são turistas. Afinal, deve ser chique dizer “banhei-me em Cannes”. Eu nem me arrisquei. Aliás, se o assunto é praia no verão e na Côte d´Azur, contarei amanhã como se pode, refrescantemente, curar, fácil, fácil, a decepção que Cannes é capaz de provocar.

Porque Londres é Londres!

às 00:25
Como meus amigos sabem que sou um apaixonado incurável por Londres, recebi esse vídeo da T-mobile que é simplesmente muuuiiiiiito legal! A música nem é uma das minhas prediletas... Mas o acontecimento supera absolutamente tudo! Foi em Trafalgar Square, dia 30 último!



Para nos passar o áudio de quem aparece durante o vídeo, a produção, muito inteligentemente, colocou em cada microfone um adesivo com cor e números próprios. Aí, na edição fica fácil: é só separar os áudios de cada microfone e montar o vídeo! :)

Assim, adorei o gritinho aos 0:36, bem como o vozerão da Pink aos 0:42. Ah, sim, porque a Pink é a garota propaganda da T-Mobile! E a risadinha do cara aos 1:35? E o povo do Sightseeing ficando maluco? E o cara no trânsito pensando "putz, quero descer dessa geringonça e ir pra lá agora!!"? E a bandeira da nossa vizinha Guiana, aos 3:31?

O que acharam? Eu amei! Thx, Katya!

Os Lagos dos Cisnes

terça-feira, 12 de maio de 2009 às 21:29
Cheguei em Zürich. Após malas devidamente colocadas no hotel... rua!

Chegando próximo à região central da cidade, mais especificamente nas pontes que ligam os dois lados daquela cidade recortada, me deparei com um mundo de água sem fim. Era Zürich no seu lago!!

Isso mesmo, Zürich está no lago, e não o contrário, porque como qualquer lago suíço, ele cobre uma região tão grande que chega a banhar várias cidades sem nenhuma cerimônia. Tudo isso apesar de ser conhecido como Lago Zürich. Diferente não é com o lago que banha Lucerna. Apesar de ser outro, nada muda: é gigantesco, é fantástico e é de tirar o fôlego de qualquer um!

Primeiro, pela água. Dizer que ela é "limpa" é pouco. Aliás, chega a ser injusto. A água é tão cristalina, mas tão cristalina, que enxergar o fundo dos lagos é algo... normal! E veja, não se trata de laguinhos quaisquer, trata-se de lagos enoooormes, gigantescos, magníficos! Aliás é tão pouco dizer que ela é "tranparente" que seu consumo é totalmente permitido: a água dos lagos é potável.

Dois: não se assuste se, ao se deparar com esses lagos, encontrar várias pessoas nadando! Isso mesmo! Aí vocês me perguntam: "mas a água deve ser um gelo só, mesmo porque esses lagos não são em grande parte frutos de água degelada da neve dos Alpes"? Bom, sim e não. Sim, é verdade que muito da água dos lagos suíços em geral proveem do gelo liquefeito dos Alpes. Mas, não! A água desses lagos, no verão, pode ultrapassar os 20ºC fácil, fácil.

Três: a cor do Lago Zürich é mutante! Se o sol está muito, muito forte, o lago fica parecendo um diamante azul reluzente. Se o céu fica um pouco mais nublado, todo o lago parece uma esmeralda encravada entre aquelas montanhas ao seu redor.

E o que mais poderia nos surpreender?


Para completar o cenário, é simplesmente encantador ver os "donos" dos lagos deslizando por suas águas, chegando bem pertinho da terra firme, parecendo que estão querendo conversar conosco, ou simplesmente nos dar boas vindas. São os alvos cisnes que embasbacam a todos: o vovô, o netinho, os namorados ou o sozinho. Não importa! A dança dos cisnes no lago é, definitivamente, de se assistir.

E o melhor é que esse ballet é democrático: ali, no espaço público, os Senhores dos lagos suíços vagam por suas águas mostrando porque Tchaikovsky, lá na Rússia, tinha razão estética ao propor sua obra prima. No seu vai e vem, mostram a todos que o que já era lindo pode ficar maravilhoso.


E eles são simpáticos! Não desdenham seus admiradores... Em Lucerna, chegam bem próximo, em bando coreograficamente sincronizado, para ficar ali, em silêncio ao seu lado.

Preciso dizer mais alguma coisa para provar para vocês que a Suíça é simplesmente imperdível?

Borbulhas de cores

segunda-feira, 11 de maio de 2009 às 00:04
O que se pode pedir de um pequenino principado além de ruas cuidadosamente arborizadas, jardins espetacularmente bem desenhados, glamour, charme e sofisticação?

Nada! Não precisa pedir absolutamente nada, se estivermos falando de Mônaco! Após passar o dia subindo e descendo suas íngremes ruas, tomar um belo vinho rosé de frente para as Ferraris à beira do circuito de Fórmula1, olhar o Mediterrâneo do alto de Monte Carlo, o que Mônaco ainda me reservou?

Um espetáculo de cores, sons e arrepios! Já era tarde, e faltava andar pela praça do Cassino. Afinal, por volta das 23 horas tinha que pegar o último trem para Nice, onde fiquei hospedado. Aí, após andar pela praça, percebi um burburinho... As pessoas se juntando, se aglomerando, sentando nas escadas da praça, se acomodando.

E eu pensei? "Gente, qual é o acontecimento do dia para o qual nem fui convidado!?"


Quando, não mais que de repente estoura o primeiro raio de luz cortando o já negro céu de Mônaco. Era dia da disputa de fogos de artifício no principado! Viram? Eu disse... Não precisa pedir nada, ele já te dá de bandeja.

Estrategicamente colocados atrás do Cassino e do Hotel, os fogos podiam ser melhor admirados de dois lugares. Da praça mesmo, onde nós, pobre mortais estávamos, e... tcharam!... do castelo real - ou alguém tinha alguma dúvida de que o príncipe não estaria vendo tudo de sua janela?

Os fogos começaram tímidos. Em cores mais neutras. Basicamente brancos, amarelos e laranjas. Quando, de repente, vieram todas as cores que vocês imaginarem: verdes, azuis, roxos, vermelhos, rosas... E quando tudo parecia terminado, nova bateria de rojões a recortar em cores o cenário já perfeito sem este espetáculo, com ele, então, nem se fala!


Todo mundo ficava estático... Era algo hipnotizante. Não tinha o "samba, suor e cerveja" de Copacabana.

Aí, os fogos passaram a ficar mais esparsos, mais esparsos até que... putz! Vamos correr pra estação senão perdemos nosso trem! Chegando no hotel, durmi. Morto de cansaço, mas ainda com energia para ter o sonho mais colorido daquela viagem.

Vila Rica

domingo, 10 de maio de 2009 às 19:20
Não! Não é Portugal, não é Europa. Isso é Brasil minha gente! Isso é Ouro Preto! Terça-feira última zarpei para lá, para almoçar com grandes amigos que estavam perambulando por aquelas bandas. Ir a Ouro Preto durante a semana sem ser feriado, carnaval, semana santa, ou qualquer coisa do tipo, é muito melhor! O astral da cidade é outro.

Claro que vai ter turista, mas é também claro que você sente a cidade muito mais próxima do que ela realmente é cotidianamente.

A surpresa desta vez ficou pela Igreja do Rosário, que permaneceu fechada durante muito tempo, mais de 10 anos, para reforma. Não conhecia o seu interior. E é muitíssimo interessante a sua arquitetura, sobretudo pelo grande espaço oval em que os fiéis permanecem para assistir às celebrações que ocorrem sempre aos domingos.

Se possível, passe pelas laterais rumo ao fundo da igreja e visite a sacristia. Lá ocorrem celebrações e bênçãos mais reservadas, durante a semana, para não atrapalhar nem os turistas nem os fiéis. Perceba, dentro da sacristia, as portas de madeira, fechadas com trincos como nas casas de fazendas em Minas, e que permitem passagem imediata ao altar.

Ao entrar na igreja, também não deixe de reparar o caminho central entre os bancos: os ladrilhos hidráulicos são tão antigos como lindos!

You gotta bring your own sun!

sábado, 9 de maio de 2009 às 18:52
Saudade que bateu de Londres agora... (só pra variar :)

Então, quero compartilhar com vocês dois vídeos maravilhosos!
O primeiro é simplesmente genial: uma regravação feita pela Cibelle da clássica do Sr. Velloso, a velha London, London. É tudo perfeito: o novo arranjo, a ideia do clipe, as paisagens. Enfim, é Londres! (E o Devendra falando "bacaana"? É fofo!)

O segundo é da menina-blasé Tori Amos. Welcome to England te introduz com uma realidade impressionante nas ruas e ares londrinos. Aliás, onde ela aprendeu inglês!? Desde quando bring e forget se fala desse jeito, meu Deus?


+2ºC. No verão!

às 12:33
Se estiver em Genebra e achar tudo um tédio sem fim, fique feliz!! Você está pertinho de uma das atrações mais fantásticas da região que, aliás, fica na França. Trata-se da cidade de Chamonix, de onde se pode ascender ao Mont Blanc.

Não pense duas vezes: vá para a estação de trem de Genebra e rume para a França. Chegando em Chamonix, você já sentirá que ali tem um ar mais leve. Ah, claro, e mais frio também. Cravada aos pés do Mont Blanc, em pleno coração dos Alpes, Chamonix é destino certeiro aos fãs de aventura e esqui. E também de escaladores, curiosos ou simples turistas.


Após chegar em Chamonix, não vai ser difícil localizar o local onde se compra a passagem de bondinho para se "voar" ao topo da Europa ocidental. Pagando 40 Euros, você receberá uma senha com o número do seu "bonde". Na verdade, o número de viagem do bonde. Se no verão há filas homéricas, não quero nem pensar no inverno, quando o lugar deve "bombar" (de turistas e de frio também)...

Aí, se você, enquanto espera o número de sua viagem aparecer no visor, está com fome, sede ou qualquer outra coisa, dê graças a Deus! Você vai ter tempo de sobra para ir à lanchonete que tem logo em frente ao local em que está o complexo de embarque e comer pizza, tomar Coca-cola e receber elogios simpáticos da dona do estabelecimento dizendo: "oh, oh, brasileiros"! (Traduzindo: "nossa, que gente bonita e simpática - e com sotaque típico! Só podiam ser brasileiros).

Bom, aí você comeu, fez xixi, bebeu água, refrigerante, chocolate quente, pegou 500 mapas do Monte, da cidade, sentou no canteiro, viu todos os tipos possíveis e imagináveis de cachecóis, todas as cores, todas as maneiras de enrolá-los no pescoço, todos os casacos, todas as botas quando... finalmente... tcharam!... chega sua hora de embarcar.

É divertidíssimo: parece brinquedo de parque do interior. Em vários momentos parece que o bondinho vai despencar, gerando aquele frio na barriga, para histeria de quem está dentro.

Parada número 1: meio do caminho. E já há um frio e vento insuportáveis! Como o negócio é bem organizado, logo embarcamos para chegar ao topo. Aí é lindo ver Chamonix cada vez mais pequenininha, parecendo uma maquete com os chalezinhos e as casinhas minúsculas! Já estamos quase chegando próximo ao Mont Blanc!

Quando o bonde chega e você desce, a sensação é inexplicável. Seja pela vista translumbrante, seja pelo frio insuportável. (Mentira... o frio é suportável sim, é só se concentrar na paisagem!) O interessante é que há uma estação de turismo e acesso aos vários montes e picos que é construída dentro da rocha, com passagens e passarelas de ferro, que permitem a todos transitar rumo a vários "puxadinhos" de onde se pode ver o Mont Blanc mais de perto, ou de longe, ver Chamonix laaaaaaaaaaaaá em baixo, ver o riozinho que corta a cidade e cuja água pastosa e branca não está suja não, viu? É gelo que está acabando de derreter...



Claro que você não vai ficar lá em cima o dia inteiro: primeiro porque o frio é muito grande (no inverno chega a míseros -50ºC). Segundo porque a senha que te dão te permite ficar até um determinado horário na estação. Mas aí eu tenho uma pergunta: se você tem uma senha que te permite ficar até às 14:00 horas e você resolve ficar lá até às 16 horas, o que vão fazer com você? Te deixar lá em cima pra virar picolé?


Mas o mais maravilhoso é ver o Mont Blanc, com seu topo redondinho, coberto o ano inteiro de neve, soberano e magnífico, nos provando que toda essa peregrinação vale a pena, porque quando fecho agora os meus olhos, vejo perfeitamente aquele céu tão azul e aquele montão de neve reluzente.

Sobre a ponte de Avignon!

sexta-feira, 8 de maio de 2009 às 00:12
A cidade francesa de Avigon, capitale des Côte du Rhône, é um charme só. A poucas horas de TGV de Paris, Avignon é uma cidade histórica que guarda em suas muralhas muito dos passos da Igreja Católica, por já ter sido sede temporária do poder papal.


Mas hoje o assunto é outro. Todos aqueles que já estudaram francês muito provavelmente se depararam, quando crianças, ou não, com a musiquinha Sur le pont d´Avignon. Pois bem, seja para recordar felizes momentos da infância de muitos, ou mostrar somente um pedacinho mágico de Avignon, vos apresento le pont d´Avignon, retratada à noite, com as ruas, e as calçadas completamente desertas... (E olha que a cidade estava cheia em razão do Festival Internacional de Teatro que ocorre todo verão pelas bandas de lá! Ou seja, bati a foto tarde mesmo...)

Qual é a minha, mesmo?

quinta-feira, 7 de maio de 2009 às 17:23
Assim como os estrangerios, quando pensam no Brasil, lhes vêm à cabeça a tríade samba, suor e cerveja (para ser eufemista...), quando pensamos na Holanda, ou ao menos em Amsterdan, pensamos em... bem..., ervas (oops!), sexo e bicicletas. Certo?


Cer-tís-si-mo! O trânsito em Amsterdan é uma graça só: você tem que, simultaneamente, se preocupar em não ser atropelado pelos bondes elétricos, pelos carros, pelos ônibus, pelas pessoas "alegres" e pelas bicicletas, claro!

Eu particularmente não enxerguei lógica nenhuma no vai e vem daqueles objetos pedalantes. Aliás, achei pouquíssima lógica em pouquíssima coisa em Amsterdan. Para começar pelo estacionamento das bicicletas... O da foto era próximo ao hotel e ao lado da estação central em Amsterdan.

Como é que esse povo consegue achar a sua depois de um dia de trabalho ou da noitada mesmo? É pelo faro? Ou por um sexto sentido? Ou precisam de uma ajudinha herbal?

O pátio da luz!

quarta-feira, 6 de maio de 2009 às 03:02
Por passagem em Paris? Não importa por quanto tempo: por um mês, uma semana, ou um final de semana. Local imperdível é o Louvre. Mas como posso conhecer o Louvre se vou ficar pouquíssimos dias, ou mesmo pouquíssimas horas na cidade-luz?



Confiem em mim. Com muito ou pouco tempo o imperdível, imprescindível, impressionante e todos os outros ins ou ups no Louvre se encontram debaixo da famosa e polêmica pirâmide vitrificada por onde a luz natural entra e proporciona o mais belo espetáculo que se pode assistir no museu. Refiro-me ao pátio interno das esculturas.



É impossível ir nesse local e não se extasiar... Ficar ali quietinho, só admirando a beleza das esculturas, pode ser extremamente prazeroso: instantes, minutos ou horas...



Você é imediatamente transportado para outra dimensão. É inevitável não sentir o clima diferente que ronda aquelas belezas esculpidas. E detalhe: não são só as esculturas, ou o seu conjunto, que podem ser admirados. Facilmente por ali nos deparamos com artistas plásticos, profissionais ou amadores, ou meros curiosos, que se arriscam a reproduzir, em papel e grafite, as belas obras primas que fazem daquele local o mais mágico do Louvre.

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