Bebum chique!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009 às 16:00
Quando fui a Montmartre, em Paris, além das várias lojas-atrai-turista, um episódio chamou muito minha atenção.

Deparei-me com um andarilho dormindo na calçada, completamente embriagado, estendido ali, no meio do passeio.

Até aí "tudo bem", normal... No Brasil isso tem aos montes.


A curiosa diferença é que o sujeito estava desmaiado ao lado de sua garrafa de... champanhe pleonasticamente francesa, claro!.

Não resisti, e tive que tirar uma foto... Coisas de Montmartre...

A cidade (quase nunca!) radiante

domingo, 30 de agosto de 2009 às 01:54
Não me refiro ao famoso livro de Le Corbusier, o grande arquiteto e teórico suíço que influenciou enormemente Oscar Niemeyer (e que, aliás, tem seu rosto estampado nas notas de 10 Francos Suíços).



Para a surpresa de muitos, estou escrevendo agora sobre Glasgow, a mais importante cidade da Escócia depois de sua capital, Edimburgo. O motivo da surpresa se refere ao fato de que, muito rara e atipicamente, a Escócia apresenta um clima tão ensolarado como os que eu tive a oportunidade de vivenciar.

Aliás, tenho um amigo inglês que, embora nunca esteve na Escócia, não acredita até hoje quando eu falo que o sol em Glasgow era forte e que não havia nuvens carregadas a pairar sobre a cidade escocesa. Comparativamente, seria como dizer que na região amazônica estivesse fazendo um frio típico do sul do Brasil...


Iluminada e florida. Assim foi a Glasgow que, para minha sorte, encontrei. As fotos são de uma das mais importantes praças da cidade, a George Square, ao lado da Glasgow Queen Street Station. Na primeira foto, ao fundo, vê-se a City Chambers, órgão público do poder municipal, com um memorial aos filhos da Escócia mortos nas guerras mundiais (acima).


Sentar em um dos banquinhos da iluminada praça e ver o tempo passar, na espera do trem que sairia da Estação ao lado, foi como um presente dos céus: os tons das flores, e dos monumentos, bailavam diante dos olhos como uma preciosidade que não se pode ver todos os dias...

Do ventre terreno

sábado, 29 de agosto de 2009 às 21:46
Uma das grandes atrações da Islândia são os Geysers. Compostos por água extremamente quente aquecidas nas entranhas da Terra, os Geysers são destino imperdível por quem anda pelas bandas de lá.


Não, essa superfície não é de outro planeta ou da Lua...

Cheirando fortemente (e naturalmente) a enxofre, a água mergulha a pontos extremamente profundos do sub-solo, onde é aquecida e transformada em vapor pelo contato com o calor do magma. Aí, é só esperar: até parece que, de tempo em tempo, alguém "lá embaixo" aperta o botãozinho que faz o jato de água explodir formando um chafariz natural e espetacular. (No modo "stand by" ele fica soltando essa fumacinha que se pode ver abaixo...)

A cada explosão de água, que acontece de cinco em cinco minutos, aproximadamente, os espectadores de todos os lados do mundo ficam abobados...

video

Por sorte, consegui filmar um momento único: vejam que, antes de explodir, há a formação de uma bolha de ar que, ao se romper na superfície, realiza um dos mais inacreditáveis fenômenos naturais deste nosso planeta.

Refresque o seu mundo!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009 às 08:28
Ai... Falar de Kulusuk, um vilarejo da Groelândia, dá pano pra manga. Como diria um amigo meu, "é muita informação"!


Por hoje, vou mostrar algumas fotos de alguns dos icebergs mais impressionantes que já vi na minha vida! Seja pelos incomparáveis tons de azul, seja pelo formato desses icebergs, seja pelo cenário, ou mesmo por não serem "empoeirados" como os do Jökulsárlón, não tem como ir, vê-los e não se arrepiar de emoção!


É impossível ir lá e não pensar que essas maravilhas naturais, e extremamente exóticas para nós dos trópicos, estão a cada dia que passa minguando, diminuindo, derretendo-se.


O que você faz para evitar o gasto desnecessário de energia ou para evitar a emissão de gases prejudiciais à natureza? Ou tem alguma ideia para combater o aquecimento global? Comentem!

Aumente o som e solte a voz!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009 às 14:55
Calma, calma! Não se trata de um karaokê ou de qualquer cantante que anda por aí fazendo sucesso... Quero compartilhar com vocês meu novo vício na internet.

Forvo é um site que tem uma proposta brilhante: reunir em uma única página na internet palavras de todas, isso mesmo, todas as línguas ao redor do mundo pronunciadas por seus nativos. Quer escutar alguma palavra em holandês? Lá estarão várias palavras inseridas e pronunciadas pelos próprios holandeses.


Quer saber algo em esperanto, em tailandês, em hebraico, em sueco, em grego, em persa ou em russo? Lá estarão listas e mais listas de palavras que não param de aumentar e compor um mosaico de sotaques e novidades dia após dia.

Aproveite para fazer sua inscrição e falar para o mundo o nosso português: indique sua cidade natal, inclua palavras, pronuncie e grave com sua voz e passe a fazer parte desse projeto fantástico!

http://www.forvo.com/

Tome seu assento!

terça-feira, 25 de agosto de 2009 às 12:28
Um dos locais mais fantásticos de se conhecer em Londres é o British Museum. Este museu, juntamente com o Louvre, são os dois mais impressionantes que eu já conheci. No British está uma parte enorme da história da antiguidade: lá estão inúmeras múmias, bem como adornos e peças da Mesopotâmia, além de uma incrível seção destinada à Grécia.


Hoje, venho mostrar o que há dentro de uma das salas que, toda vez que piso em Londres, eu tenho que passar nela. É, é isso mesmo! O que você vê na foto, em pé, montado e em tamanho natural, vindo diretamente do sudoeste da Turquia, da região de Lícia, é um pedaço "ao vivo" do Monumento à Nereida com suas esculturas.


É de embasbacar qualquer um: ali, na sua frente, se faz presente algo que a história, e os britânicos, conservaram para que qualquer um conhecesse.

Ah, sim, um detalhe: a entrada ao British Museum é gratuita...

A Mama África

sábado, 15 de agosto de 2009 às 15:14
Meu fascínio desde os meus 13-14 anos por Geografia fez com que uma ida a Gibraltar fosse irresistível. Após chegar em Gibraltar, em um aeroporto que outro dia direi mais sobre ele, peguei um ônibus que, ao entrar nele, o motorista tão acostumado já fala o valor da passagem em Euros: mas Gibraltar não é parte do Reino Unido? Sim! Mas em tooooodos os lugares são aceitos euros, e em alguns o troco é dado somente em libras. É o jeito Gibraltar de atrair turistas europeus que se encontram por passagem pela Espanha.

A grande atração nessa minúscula península é a chamada "Rocha de Gibraltar": o ponto mais alto do local em que há uma reserva natural, vários macacos e uma vista translumbrante. O único probleminha é que, para subir de bondinho tivemos todos que esperar mais de 2 horas e meia em um sol de trincar.

Embora o dia não estivesse dos mais límpidos, muito antes pelo contrário, havia uma névoa chata no horizonte, nem por isso deixei de ver algo que jamais vou esquecer: as montanhas do Marrocos vistas do lado de "cá" do Mediterrâneo.

É indescritível e anestesiante ficar ali, olhando o horizonte, contemplando algo que assim, contando, parece até mentira. Mas é verdade: de Gibraltar se pode avistar, para além do Estreito, as terras do Continente-Mãe.

Disse o guia que nos levou no bondinho até o topo da Rocha, que em dias muito claros é possível até enxergar alguns telhados de casas do além-mar. Não duvido, depois do que inacreditavelmente presenciei.

Esforce que vocês verão, lá no fundo, no horizonte, uma mancha em tons escuros, parecendo traços de uma aquarela sem muita forma. Ali está a África...

O Rio é o quê mesmo?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009 às 10:40
Dizem as músicas, os cariocas, muitos estrangeiros e quase todos os tupiniquins que o Rio de Janeiro é a cidade mais bonita do mundo. Bom. Em termos de cidade, "cidade", desculpe-me mas os prédios sejam do centro, sejam da internacionalmente famosa Copacabana, por exemplo, não tem nada de belo, muito antes pelo contrário. Ok: a arquitetura do centro do Rio pode até ser muito bonita, mas é igualmente suja e mal cuidada.



Mas tudo bem: chega! não vim falar do Rio, ou ao menos não vim falar dele diretamente.



O foco de hoje é Føroyar. Ou Ilhas Faroe, como é conhecida em português. Ao chegar no Aeroporto de Vágar, uma das ilhas que compõe o arquipélago, deparei-me com um anúncio grande na parede da sala de retirada da bagagem. Dizia o anúncio: "It´s sheep to travel by bus". O bem humorado anúncio trazia uma ovelha parada em frente a um ônibus com um motorista com a cabeça pro lado de fora como que dizendo "saí daí, ow!". E por fim o anúncio dizia "viaje pelas estradas mais bonitas do mundo". Achei um exagero. Mas achei errado.



As estradas de Føroyar são extramamente bem cuidadas e o cenário é divino. Todas com suaves curvas, entre inecreditáveis montanhas e o mar, confirma o dito no anúncio no aeroporto.


Além disso, ver láaaa longe o contraste entre gigantescas rochas e uma água cristalinamente indescritível faz com que qualquer um reveja seus pontos de vista. Desculpe-me Rio, mas você não é maravilhoso!



Ah... e além disso há algo a ser explicado. O divertido trocadilho utilizado entre "cheap" e "sheep" com a ovelhinha no meio da estrada, faz todo o sentido. Afinal de contas Føroyar, nome do "país" em faroês, língua nativa, significa "ilha das ovelhas".

Dinheiro de bêbado

quarta-feira, 12 de agosto de 2009 às 14:27
Enquanto no Brasil vamos nos acostumando com a polêmica "Lei Seca", e que não está em discussão por agora, em Isle of Man (um pequenino país que se resume a uma ilha entre as Irlandas e a Grã-Bretanha) e em Belfast, capital da Irlanda do Norte, beber em praça pública pode não ser um bom negócio.




Vejam que simpático o anúncio em Belfast acima: "É uma ofensa beber álcool em lugares públicos desta região. Penalidade máxima: 500 libras". E o de Douglas, capital de Isle of Man?




Pena que não vi ninguém tomando uma cervejinha por esses locais. Deve ser divertida a situação. Imagina o policial chegando e anunciando: "abre a carteira aí e tira £500. Isto é um assalto". :)

Uma cidade dividida

terça-feira, 11 de agosto de 2009 às 21:55
Porém, e felizmente, não mais entre os adjetivos "oriental" e "ocidental". Berlin é uma cidade que definitivamente é extremamente marcada entre o seu presente e o seu passado. E esta divisão é tão nítida, que a Berlin das últimas duas décadas explode como um meteoro radiante e esplendoroso.

Mas como eu disse, as marcas na cidade são explícitas. E hoje vou falar sobre a mais tocante de todas: sobre o Muro de Berlin, ou "Berliner Mauer", como os alemães o chamam. Há vinte anos atrás, no dia 09 de novembro de 1989, o Muro foi rompido fazendo com que os até intransponíveis obstáculos, que impediam Berlin e a Alemanha de ressurgirem de suas cinzas, começassem a ficar cada vez mais distantes.



Como todo povo inteligente, os berlinenses moveram o Muro, mas não o removeram de suas memórias. Prova disso é o fato de Berlin ser toda recortada por uma contínua linha que marca o exato trajeto que o Muro percorria, de norte a sul, fazendo-nos ao mesmo tempo celebrar uma conquista recente de nossa História, bem como refletir sobre os equívocos e a estupidez que o "mundo vermelho" também foi capaz de provocar.



Foi irresistível, e muito emocionante, colocar cada pé de um "lado do muro", porque na minha cabeça vinha a imagem de quantas pessoas sonharam em fazer algo que hoje, para os mais desapercebidos, nem sequer chama a atenção, já que pare eles aquela linha pode insensivelmente significar um local que se tem que passar para visitar um amigo ou comprar pão. Sem maiores significados.

Mas coloquem-se no lugar dos berlinenses de 1961: o que passaria com vocês se, de repente, surgisse em sua cidade um muro altamente protegido e vigiado que te impedisse, por tempo indeterminado, de ver aquele amigo ou de comer aquele pão que você tanto gostava?

Assim, em alguns lugares, nos deparamos com plaquinhas no chão que dizem "Berliner Mauer 1961-1989", marcando na pele da cidade, e em nossas mentes, o que para muitos foram 28 anos de uma vida não vivida. Uma vida de saudades e distância dos amigos, dos tios, dos avós, de seu próprio mundo, enfim.

É de verdade?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009 às 16:28
Hoje vou mostrar os icebergs do Jökulsárlón. Como disse ontem, é um lago glacial na Islândia, que se localiza no centro sul do país: a grande mancha branca na foto via satélite abaixo mostra a geleira a partir da qual o Jökulsárlón se forma.

Sim, sim... Tudo aquilo branco na ilha perdida no meio do mar não são nuvens. São geleiras mesmo. Não é à toa que em inglês o nome do país é Iceland.


Quando se chega ao lago, a primeira impressão que se tem é que tudo aquilo é de mentirinha. Que tudo é cenográfico, de tão inacreditável que é a natureza. Aquele tanto de pedregulhos de gelo flutuando, nos mais diferentes tons de branco e azul (e preto, em razão da poeira do cascalho que o forte vento acaba, mais cedo ou mais tarde, por levantar).


A parte branca do iceberg, que inclusive é a que fica por cima da água, é a que tomou sol. Ela fica branca porque o contato com os raios solares cria minúsculos microporos no gelo, fazendo com que ele não seja mais tão cristalino.
Diferente são as nuances de azul que se pode perceber: os mais variados tons de azul se deve à luz do sol que, ao passar pelas partes puras, cristalinas, e ainda intactas dos icebergs, refletem uma infinidade de cores azuladas que são simplesmente de tirar o fôlego.


Navegar em um barco de médio porte no lago foi muito emocionante. Fora o frio insuportável que fazia no dia. Neste dia sim, eu senti muiiito, mas muiiito frio como não havia sentido em toda a minha vida (Ah, e lembrem-se que era verão...). Ao ponto de eu, em determinados momentos, parar de sentir a ponta dos meus dedos da mão, uma vez que o "esperto" esqueceu o par de luvas na capital, Reykjavík. Acho que tudo isso se deveu em razão do forte vento que fazia.

Na verdade, "verdadeira", os icebergs da Groelândia são infiniamente mais puros, azuis e de mais belos formatos que os do Jökulsárlón... Mas para vocês não acharem os do Jökulsárlón sem graça faço o seguinte: mostro agora os dele e depois os da Groelândia... Aí vocês se surpeendem duas vezes...

Picolé de 1000 anos

domingo, 9 de agosto de 2009 às 23:48
E novinho em folha!

Um dos pontos interessantes da minha viagem para a Islândia, foi ir ao Jökulsárlón, um lago enorme, muito próximo de dois contrastes: de um lado o Oceano, de outro a maior geleira da Islândia. Isto faz do Jökulsárlón o lugar de passagem de inúmeros icebergs que, se desprendendo da geleira, vão ganhando a liberdade, e sua morte, rumo ao mar.

Fora o visual que é muito surpreendente (só não é mais que o da Groelândia!), o momento mais legal de ir ao lago foi poder provar "iceberg". Isso mesmo! Um sujeito chega rápido próximo ao barco em que encontrávamos, trazendo um significativo pedaço cristalino retirado naquele momento de um dos icebergs que já estão no "corredor da morte".



A guia, que primeiro segura o iceberg e depois o parte dando para cada um pedaço para ser provado, explica que aquele pedaço de gelo tem, nada mais, nada menos, que mais de 10 séculos!! É muito louco pensar que se coloca na boca um pedaço de água congelada muiiiiiiiiiiito mais velho que Colombo e Pedro Álvares Cabral.

O gosto não é o de gelo que tem aí no congelador da sua casa. Isso porque são pedaços de gelo em que a compactação das moléculas é tamanha, que praticamente não há qualquer oxigênio entre as mesmas, fazendo com que o seu uso não seja tão viável para se beber, embora possa ser perfeito para gelar um... whisky, por exemplo.



Outro dia postarei fotos do lago e dos icebergs, além de dizer porque esse lago é tão famoso que tem, inclusive, o apelido de "Lago do 007".

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